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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Exemplos da origem dos nomes Sefarad :


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Do nome Hayim, vida em hebraico, originou-se do latim, Vita, Vito, Viton, Vital, Vidal, Vida, Vidalon, Vivones.
-         Do nome Shem Tob ( Nome Bom), originou-se Nomebom, Bom Nom, Santob, Santo, Sento(em Castilha), Santhon, Centon, Santon ( no reino de Aragão).
-         Yom tob – dia Bom, derivou Bondia, bondiag,Bondion, Jento, Gento, Bonfed, Janto no reino de Aragão.
-         Tob Elen é trazido por Boa Criança, Bom Menino, Bom Filho, derivou Bon Enfant, Bonfils, Narbonne, Bonfil
-         Castiel – aquele que vem de Castilha
-         Laredo – aquele que vem da província de Santander
-         Medina – de Medina de Pomar, província de Burgos
-         Fonseca – de Fonseca – Província de Oviedo
-         Miranda – da cidade de Miranda
Exemplos de nomes advindos de particularidades físicas:
-         Catan – Pequeno
-         Moreno – pele morena
-         Amzalag -  o Calvo, o Careca
-         Guidon ou Guideon – cansado, quebrado, estropiado
-         Beloniel – filho do Enfermo, do Fraco
-         José- Yosef – ele ajustará
Exemplos de nomes Teofóricos:
-         Neemias – Filho do D-us consolará
-         Eliezer – Meu D-us socorredor
-         Ezra ou Esdras – socorro, ajuda
-         Israel – Filho do D-us vencerá
-         Shaú – desejado por D-us
-         Amiel – Povo de D-us, adoradores
-         Daniel – D-us é meu juiz
-         Rafael – D-us que cura, etc.
Nomes de animais:
-         Lobato – Lobo
-         Sabá – Leão
-         Efron – Gazela
-         Albaz – O Falcão
Relação dos Nomes Patronímicos
A relação dos nomes das famílias sefarditas, como foram grafados na época por pessoas que às vezes pertenciam à mesma família, mas que escreveram seus sobrenomes de modo diferente, como eram pronunciados em sua terra de origem.
O período aqui abrangido corresponde aproximadamente a noventa anos, desde a extinção da Inquisição no Reino Unido de Portugal – Brasil.
-         Cadosh – Caén – Caggi- Cahen – Cardozo
-         Cohen – Cohim – Coriat – Corte Real
-         David – Davila – Delmar
-         Elbas – alves
-         Fahri – Farahe – Fassi – Fima- Foinquinos- Franco
-         Gabay – Gabizón – Galano- Grason- gonçalves- Guenum
-         Hachuel – Halevy – Hamouss – Hamoy
-         Hazan – Henriques – Hombres- Homem
-         Levi – Levin- Ley – Lopez- Loreti
-         Maimarán – malaquias – Marques – Mathias- Medina- Melo- Mendes-Meyer- Moreno
-         Pacífico – Pazuelo- Peres – Perez- Pinto- Primo
-         Sabá – Scrão – Salgado- Samuel- Secrón- Semana-
-         Sentob- Serfati Serigue- Serruya- Serulha
-         Sinay – Sion- Siqueira- Soares- Suaha-Suzanna
-         Tapiero – Taub- Titan-Tolebem-toedano-Tzion
-         Yahir- Yair- Jair- Yosseph
-         Zagury-Zanzon-Zetune
É importante ressaltar que os nomes hebraicos sempre assimilou os nomes do país ou da localidade. Os nomes dos judeus Ashkenazim são bons exemplos. Por exemplo, na bíblia não se encontra os Goldstein, Rosengaus, Rosemberg, Eistein, Weissman, kaufman, Silberman, Freud,etc. São nomes típicamente germânicos. Da mesma forma, nomes como Polansky, Sharansky, Lavinsky são exemplos de nomes poloneses. Idem Costeau, Costin, Bom Enfant são franceses. Já os nomes dos Sefarditas da Espanha encontramos aqueles que mantiveram seus hebraicos, como Abravanel, Perez, Levy, Cohen, etc.

Judá


Quarto filho de Jacó e do pai, da tribo de Judá, uma das doze tribos de Israel . Seu nome vem da palavra hebraica de gratidão. Leah deu a luz a Judá e disse: "Agora eu louvarei a Deus "( Gênesis 30:35 ) Foi sua a idéia de vender o seu irmão Joseph para um comerciante de escravos midianita ao invés de deixá-lo morrer no poço ( Gênesis 37:27 ). Ele mais tarde se tornou o porta-voz de seu pai Jacob e seus irmãos quando eles viajaram para o Egito durante a fome em Canaã . Ele se casa com Suá, uma mulher cananéia, e tem três filhos: Er, Onan e Selá. Judá também está envolvido com Tamar e tem filhos gêmeos com seu nome e Zerach e  Perez.
Da tribo de Judá habitaram em Jerusalém durante o reinado de seus reis David e Salomão, e mais tarde foi o reino de todas as tribos do sul de Israel.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Beit Yossef


O Beit Yossef &  Shulchan Aruch

A maior contribuição do Rabi Caro ao judaísmo foram os tesouros escritos que deixou. Seu primeiro trabalho de destaque, intitulado Kessef Mishná, constituía uma fonte de referências para a extraordinária obra de Maimônides sobre a Lei Judaica - o Mishnê Torá. Aos 34 anos, idade prematura face à responsabilidade da tarefa, Rabi Yossef Caro começou a escrever seu trabalho monumental - Beit Yossef, a Casa de Yossef. Tamanho é o respeito por esta obra em meio ao povo judeu, que à pessoa dele comumente se referem como o "Beit Yossef" ou HaMechaber1 - O Autor.

A obra Beit Yossef é o Shulchan Aruch em forma não abreviada, isto é, em sua totalidade. Trata-se de um completíssimo comentário sobre a obra de Rabi Yaacov ben Asher - Arba Turim, os Quatro Pilares - um verdadeiro compêndio de sentenças e pareceres jurídicos sobre a Halachá. O Arba Turim (conhecido como Tur) é uma obra de quatro volumes. O primeiro deles, intitulado Orach Chaim, contém as leis que regem o nosso cotidiano: os mandamentos sobre as orações, o uso dos tefilin, o Shabat, as festas sagradas, entre outros. O segundo volume, Yorê De'á, versa sobre as leis de cashrut e pureza ritual. O terceiro, Even Ha'Ezer, traz as leis do casamento e divórcio e similares. O último volume, Choshen Mishpat, contém as leis judiciais, que envolvem testemunhas, juízes, propriedade, heranças e outros.

Rabi Yossef Caro apontou nesta obra, o Tur, de onde as normas que contém haviam sido retiradas. Começou por citar o Talmud, a seguir mostrou como os primeiros comentários interpretavam as passagens talmúdicas. Era um traço típico do "Autor" reunir todas as várias opiniões de forma clara e concisa, tornando compreensível a qualquer um as razões que embasavam os pareceres ditados por sua mente iluminada.

O propósito do Rabi Caro ao escrever um código definitivo sobre nossa Lei era unificar o povo judeu através da solução de disputas e ambigüidades quanto ao entendimento e à aplicação dos Mandamentos Divinos expressos na Torá. Foram necessários vinte anos para que ele terminasse a obra Beit Yossef. Ele o fez em Tzfat e a mesma foi aceita em praticamente todo o mundo judaico como referência suprema sobre a Halachá - a Lei da Torá. Em Beit Yossef, Rabi Caro reuniu as decisões das maiores autoridades haláchicas existentes até a época. Ele opinava e sentenciava calcando-se em opiniões discordantes, estabelecendo um consenso entre os pontos de vista de três renomadíssimas autoridades no assunto: Maimônides (o Rambam), Rabi Yitzhak Alfassi (o Rif) e Rabenu Asher (o Rosh). Quando havia discordância entre as opiniões dos três sábios, ele próprio, Rabi Yossef Caro, sentenciava de acordo com o parecer da maioria. Em caso de um assunto sobre o qual nenhuma das três autoridades tivesse proferido julgamento, Rabi Caro seguia o parecer majoritário entre Rabi Moshe ben Nachman (Nachmânides), Rabi Shlomo ben Aderet (o Rashba) e Rabenu Nissim (o Ran).
O Beit Yossef foi publicado no ano de 1542, mas Rabi Caro continuou a editá-lo e refiná-lo durante os 12 anos seguintes. Acabou por publicar uma segunda edição da obra, incluindo o Tur. Sua Enciclopédia foi publicada em diversos volumes, com os mesmos títulos usados por Rabi Yaacov ben Asher.

A obra Beit Yossef era longa e rica em detalhes, a ponto de ser de difícil alcance para o homem comum. O mundo judaico carecia de um trabalho simples e de fácil absorção, no qual as profundezas de nossa Lei fossem apresentadas de uma forma que todos pudessem estudá-las e as compreender. Por essa razão, anos depois, o Rabi Yossef Caro pôs-se a escrever uma versão concisa e abreviada do Beit Yossef, que, quando pronta, continha as decisões finais da Halachá, sem no entanto se deter nos incontáveis e diferentes pareceres e sem enumerar as fontes que embasavam a sua própria sentença. "O Autor" a chamou de Shulchan Aruch - "Mesa Posta", pois a obra continha todas as leis esmiuçadas, como se estivessem dispostas sobre uma mesa, diante dos olhos de qualquer judeu, de modo claro e objetivo.

Rabi Yossef Caro calcava suas determinações, via de regra, sobre os costumes e a opinião dos grandes Sábios sefarditas. O líder da comunidade asquenazita, à época, Rabi Moshe Isserlis, o Ramá, não concordava com todas as decisões jurídicas ditadas pelo Beit Yossef. Assim sendo, ele próprio editou um Código de Lei Judaica para as comunidades asquenazitas - e o fez anotando todas as passagens em que o Shulchan Aruch ia contra os costumes e pareceres dos sábios oriundos das kehilot de Asquenaz. Tal controvérsia serviu apenas para fazer correr, ainda mais longe, a fama e a ampla utilização do trabalho do Rabi Caro, que se tornara o estatuto haláchico, nos aspectos em que o Ramá não discordava, até para as comunidades asquenazitas. Finalmente, em 1578, os pareceres do Ramá foram adicionados ao Shulchan Aruch, em uma obra publicada em Cracóvia, na Polônia. Tornava-se, assim, ainda que editado, o Código Oficial de Lei Judaica de todas as comunidades judaicas asquenazitas, no mundo. E, com isso, o Rabi Yossef Caro deixava sua marca gravada em sua geração e em todas as gerações de judeus que se seguiram, sendo sua obra aceita, por nosso povo, como Dvar Hashem - a Palavra de D'us.

Fontes : Bibliografia

Rabbi Yossef Caro, The Master, Rabbi Moshe Miller, Kabbala Online.Org

Rabbi Yosef Caro of Zefat - Ascent of Safed - Your Jewish Home in the City of Kabbalah

Rabbi Yosef Caro, Sephardic Rabbis Impact Halachah, Online Journal


Beit Yossef , Amsdju 

domingo, 29 de abril de 2012

Judeus sefarad ibéricos Guardaram sua origem



Nomes de animais

Tzippor – Ave, pássaro

Yonah – Pombo

Hanab – Gafanhoto

Tolá – Varão

Num – peixe

Rahel – cerva

Deborah – abelha

Yael- cabra da montanha

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pessach - A Festa da Liberdade Dan Stulbach ( Amsdju )



Mensagem estrelada por Dan Stulbach

terça-feira, 3 de abril de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

Esperanza sefardí 2012 - AMSDJU

A Chegada dos Cristãos-Novos / Pedro Álvares Cabral


A Chegada dos Cristãos-Novos e Marranos ao Brasil

Na própria expedição de Pedro Álvares Cabral já aparecem alguns judeus, dentre eles, Gaspar Lemos, (seu nome antes da conversão era Elias Lipner),Capitão-mor, que gozava de grande prestígio com o Rei D. Manuel. Podemos imaginar que tamanha alegria regressou Gaspar Lemos a Portugal, levando consigo esta boa nova: - descobria-se um paraíso, uma terra cheia de rios e montanhas, fauna e flora jamais vistos. Teria pensado consigo: não seria ela uma “terra escolhida” para meus irmãos hebreus? Esta imaginação começou a tornar-se realidade quando o judeu Fernando de Noronha, primeiro arrendatário do Brasil, demanda trazer um grande número de mão de obra para explorar seiscentas milhas da costa, construindo e guarnecendo fortalezas na obrigação de pagar uma taxa de arrendamento à coroa portuguesa a partir do terceiro ano. Assim, milhares e milhares de judeus fugindo da chamada “Santa Inquisição” e das perseguições do “Santo Ofício” de Roma, começaram a colonizar este país.

Afinal, os judeus ibéricos, como qualquer outro judeu da diáspora, procuravam um lugar tranqüilo e seguro para ali se estabelecer, trabalhar, e criar sua família dignamente.

É interessante notar os sobrenomes dos capitães da Armada de Pedro Álvares Cabral:

Pedro ÁLVARES Cabral

Pedro de ATAÍDE

Nuno Leitão da CUNHA

Sancho de TOVAR

Simão de MIRANDA

Nicolau COELHO

Bartolomeu DIAS

Luiz PIRES

Aires GOMES DA SILVA

Simão de PINHA

Diogo DIAS

Gaspar LEMOS

Vasco de ATAÍDE


Departamento da divulgação Social

AMSDJU – Ass. Salomon Molcho de descendentes Judeus


Dados de Fonte Por Marcelo M. Guimarães

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tribo de Dan - AMSDJU


Dan

Filho de Jacob e Bila ( Rachel serva 's) e pai da tribo de Dã, e uma das doze tribos de Israel . Dan foi um dos irmãos envolvidos na trama para vender o seu irmão Joseph como escravo. Depois, o pai de Dan Jacob enviou ao Egito para comprar milho durante a grande fome em Canaã. Dan recebe uma bênção de Jacob que "Dan julgará o seu povo" ( Gênesis 49:16 ). Da mesma forma, uma explicação do nome é Dan que, quando Rachel estava convencido de que ela era incapaz de ter filhos, ela gritou " Deus me julgou "( Gênesis 30:5 ). A região de Dan no Livro dos Juízes está localizado no extremo norte de Canaã e referido no início de Gênesis durante Abraham 's perseguindo de ( Gênesis 14:14 ). A tribo de Dan também se estabeleceram na parte sul do país e desde o território tribal coberto ambas as partes norte e sul do país a expressão "de Dã a Berseba" indica toda a extensão da terra de Israel.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dona Gracia Nasi (1510-1568), Mulher Marrana e Portuguesa AMSDJU

Nascida no seio de uma rica família de marranos em Portugal em 1510, Gracia era conhecida por seu nome cristão, Betriz de Luna. O nome de sua irmã era Reina, batizada Brianda. Seu irmão Agostinho Miguel Nasi , era médico da corte e catedrático de medicina da Universidade de Lisboa, morreu em 1525 e Gracia assume a responsabilidade de criar os filhos de seu irmão, João (José) e Agostinho (Samuel).

Possuidora de um vasto e complexo império comercial e financeiro na Europa, administrou-o, preservando-o e ampliando a sua fortuna, apesar dos esforços de reis e outros dirigentes para afastá-la de seu patrimônio.

Señora Gracia salvou centenas de marranos da morte e das perseguições. Apesar de seus esforços para estabilizar a economia e a política da comunidade judaica, fracassou. Mesmo assim, foi uma mulher à frente de seu tempo. Tentou agir contra o anti-semitismo, impondo um boicote econômico. Tentou construir uma pátria judaica na Palestina, tendo Tiberíades como base.

A señora, a dama, Ha-geveret – em hebraico – marcou de uma maneira indelével a cultura judaica. Sua lembrança foi perpetuada através das inúmeras sinagogas que têm o seu nome, entre elas, uma em Esmirna, El Kal de la Señora, sinagoga que foi muito freqüentada até 1970, sendo gradativamente abandonada até se tornar um galinheiro.

Assim como os outros marranos os Nasi viviam como cristãos devotos em público e praticavam secretamente o judaísmo.
Com 18 anos de idade, Gracia contraiu nupcias com Francisco Mundes, marrano e próspero baqueiro.

Ele e seu irmão Diego, que administrava os negócios em Antuérpia, ajudavam marranos perseguidos pela inquisição a escapar utilizando-se de suas empresas e império financeiro.
Quando a inquisição chegou a Portugal em 1536, Francisco se preparou para unir-se a seu irmão em Antuérpia, porém ficou doente e morreu antes de poder realizar seu plano.
Gracia Nasi Mendes, tinha então 26 anos quando juntamente com sua filha pequena, Reina a jovem, enterrou o seu esposo como cristão e abandonou Lisboa.
Embarcaram além de Gracia e sua filha, sua irmã Reina seus sobrinhos José e Samuel em um dos navios mercantis dos Mendes rumo a Londres, levando a bordo todos os seus pertences.
De Londres a família viajou para os Países Baixos atravessando as rotas ideais para os marranos. Chegaram a salvo em Antuérpia, onde Gracia se uniu com seu cunhado Diego como sócia plena nos negócios, enquanto que sua irmã Reina tornou-se sua esposa. Reina e Diego tiveram uma filha a quem chamaram Gracia a Jovem, pois Gracia e Francisco haviam dado a sua filha o nome Reina a Jovem, em honra a tia.

Durante seis anos, Gracia participou da sociedade aristocrática e do mundo de negócios de Antuérpia e com seu cunhado continuaram ajudando marranos a fugir de Portugal.

Em 1544, quando Reina, a formosa e abastada filha de Gracia tinha 14 anos, foi pedida em casamento pelo ancião Don Francisco de Aragão, nobre católico e membro da realeza. Gracia estava decidida que sua filha se casaria com um judeu.

Em Veneza, Gracia foi denunciada como judaizante por sua irmã Reina, quem esperava obter o controle da riqueza da família. Gracia foi sumariamente detida e enviada a prisão, e suas propriedades foram embargadas. Reina também foi denunciada por um agente francês da empresa dos Mendes a quem ela havia subornado, e as jovens Reina e Gracia, foram enviadas a um converto. Uma vez mais, José empregou seus notáveis habilidades diplomáticas para conseguir que o sultão turco exija a libertação de Gracia.
Reconciliada com sua irmã e com suas filhas novamente sob sua custódia, a família se mudou para Ferrara. Nesta cidade em 1550, Gracia se despojou de sua identidade cristã e confessou abertamente seu judaísmo. A partir desse momento foi conhecida como Dona Gracia Nasi, em vez de Beatriz de Luna, e intensificou sua ajuda aos emigrantes marranos.
Financiou a publicação da primeira tradução da Bíblia hebraica para o espanhol, assim como outras obras em hebraico, espanhol e português, e participou intensamente dos assuntos da comunidade judaica.
No entanto, o clima de intolerância cristã na Europa se itensificava; além disso, os judeus poderosos eram muito melhor recebidos pelo sutão turco Suleiman, a quem Gracia Nasi lhe era muito grata. Em 1553 transladou-se com sua família e fortuna para Constantinopla, capital do Império Otomano.. As comunidades judaica e marrana da cidade lhe fizeram uma majestosa recepção, pois para esses havia se tornado uma lenda.
Estabeleceu-se em uma imponente mansão nos subúrbios, onde cebrava luxuosas festas, desenvolvia uma ampla atividade beneficente e oferecia comidas grátis a 80 pobres diariamente. O comércio de lá, grãos, especiarias e textil no Império turco prosperou tal como havia acontecido na Europa cristã e assim conseguiu continuar suas boas obras como patrona de sábios, academias e sinagogas em Cosntantinopla, Salônica e outros lugares.
Uma das primeiras promessas que cumpriu em Turquia foi a que tinha feito a seu falecido marido: enterrá-lo na Terra de israel. Como a Palestina se encontrava sob o domínio otomano, conseguiu que os restos mortais de seu esposo fossem transportados secretamente de Lisboa e enterrados de novo ao pé do Monte das Oliveiras.
Em 1554, a inquisição alcançou o porto italiano de Ancona, um centro de comércio internacional. Dezenas de marranos, muitos deles mercadores e alguns agentes ou amigos pessoais da família Nais, foram detidos e torturados. Com a intervenção do sultão, Dona Gracia conseguiu que alguns deles fossem libertados por serem súditos turcos, mas a maioria permaneceu encarcerada até confessarem seu erro. Vinte e quatro prisioneiros que se recusaram a renegar sua fé morreram na fogueira.
Como represália, Dona Gracia intercedeu por um boicote geral do porto de Ancona por parte da comunidade financeira judaica do Império Otomano, sob pena de excomunhão.

Mesmo que muitos rabinos e líderes de comunidade apoiaram sua proposta, esta foi rechaçada devido a oposição de Josué Soncino, rabino da Grande Sinagoga de Constantinopla.
Dona Gracia Nasi dirigiu então suas energias a Terra Santa. Havendo passado sua vida transladando de um refúgio inseguro a outro, resolveu iniciar a reconstrução do verdadeiro lugar do povo judeu.
Em 1560, com a ajuda de seu sobrinho José, propos as autoridades de Constantinopla que lhe fosse vendida a conseção de Tiberíades e sete aldéias adjacentes em troca da receita de impostos além de uma cota anual de mil ducanos.
Don José Nasi foi nomeado governador de Tiberíades; seu auxiliar José ibn Adret foi enviado a supervisar a reconstrução da cidade e seus muros. Dona Gracia estabeleceu uma academia que atraiu eruditos e construiu um palacio para si mesma cerca das fontes térmicas de Tiberíades.
José importou ovelhas e amoureiras a fim de produzir lã e criar XXXXX(gusanos) de sêda e assim estabelecer a base para uma rentável indústria textil na cidade.
Intensamente envolvida em seus numerosos intereses e ocupações, Dona Gracia postergou sua mudança de Cosntantinopla a Tiberíades.
Quando faleceu em 1569 com 59 anos de idade, sua morte causou uma onda de pesar nas comunidades judaicas da Europa e do Império Otomano.
Sua memória está perpetuada em publicações eruditas e foi louvada nas sinagogas, sendo comparada com as grandes heroínas bíblicas. Dona Gracia Nasi "a coroa da glória das mulheres virtuosas" e "o coração de seu povo", é lembrada como a mulher judia mais
destacada de sua geração.

Extraído: “Entre Mujeres –Ajdut”

AMSDJU

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Johann Philipp Reis Judeu “português” Inventor do Telefone


Johann Philipp Reis (1834-1874), inventor alemão descendente de judeus sefaraditas portugueses. Reis nasceu a 7 de Janeiro de 1834 na pequena cidade de Gelnhausen, próximo de Frankfurt, na Alemanha. Seu pai, Segismundo Reis, um padeiro , era filho de judeus sefaraditas portugueses oriundos da Beira Baixa que emigraram para a Alemanha nos finais do século XVIII. O caminho que o levaria à invenção do telefone teve início acidentalmente, quando Johann Reis investigava a possível construção de uma “orelha artificial” (künstliches ohr) para aliviar a surdez – uma doença que afectava a sua avô beirã, já em idade avançada. Reis começou a trabalhar na “orelha artificial” com apenas 18 anos, em 1852. Os resultados não foram muito animadores, mas Reis não desistiu. Em 1860, quase dez anos após as suas primeiras experiências, as tentativas de Reis davam frutos significativos, 16 anos antes do escocês Alexander Graham Bell reclamar a sua patente. A primeira frase transmitida pelo telefone de Reis foi “das pferd frisst keinen gurkensalat” (literalmente “o cavalo não come salada de pepino”). A demonstração pública do novo invento foi efetuada perante a Sociedade de Físicos de Frankfurt (Der Physikalische Verein) a 26 de Outubro de 1861. Na altura com apenas 27 anos de idade, Philipp Reis proferiu uma palestra intitulada “Das Telefonieren Durch Galvanischen Strom” (“Telefonia Utilizando Corrente Galvânica”) Johann Phillipp Reis, o inventor descendente de judeus portugueses, morreu vítima de tuberculose às cinco da tarde do dia 24 de Janeiro de 1874, com apenas 40 anos, sem conhecer o verdadeiro sucesso do seu trabalho mas acreditando nele até ao fim. Pouco antes de morrer, Reis escreveu: “Olhando para a minha vida posso dizer, como na Torá, que tem sido ‘trabalho e sofrimento’. Mas tenho também de agradecer a Deus que me deu a Sua benção na minha carreira e na minha família, e me concedeu mais do que eu alguma vez saberia como pedir-lhe. Hashem ajudou-me até aqui; Ele irá ajudar-me daqui para a frente.” Em 1878, um grupo de físicos da sociedade de Frankfurt mandou erigir um monumento a Phillipp Reis, classificando-o como “o inventor do telefone”. A paternidade do invento foi-lhe igualmente atribuída em inúmeros livros e tratados publicados por toda a Europa.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

rosh hashana 2011 - Amsdju



ASS. SALOMON MOLCHO OFERECE UM LINDO SHANA TOVÁ!

Rosh Hashaná ano judaico 5772 - 28 de Setembro á 30 de Setembro!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Avicebrom - Salomão Ibin Gabirol AMSDJU


Salomão Ibin Gabirol

Al-Andaluz composta por uma sociedade mista Hispano-Árabe. O cume da sociedade andaluz está ocupado por um conjunto de famílias árabes e assírios que aportaram toda a sua bagagem cultural. Os judeus Sefarad se beneficiaram da política da ampla tolerância dos emires e khalifas . Se recorda no Alcorão o destaque desta tolerância perto dos “povos do livro”, a final de contas, mulçumanos e judeus tem a Abraão como um patriarca comum. Baixo este califado de Córdoba, o judaísmo alcançou uma verdadeira idade de ouro. É assim que surgem personagens como Avicebrom ou Salomão Ibin Gabirol, como é seu verdadeiro nome hebreu. Este personagem, suas obras e seu peregrinar pelo país podem nos servir de modelo para compreender a liberdade de criação e a facilidade de movimentos na Espanha durante esses tempos. Salomão Gabirol nasceu em Málaga por volta de 1020 e faleceu em Valencia antes de 1070 (não se sabe a data exata). No seu curto período de vida, este astrólogo, filosofo e poeta, emigrou de menino a Zaragoza onde se formo na cultura árabe e hebraica. Sua filosofia mística e cosmológica tem suas bases nas idéias astrológicas da antiga tradição hebraica, embora se insere na corrente dos árabes. Entre suas obras desatacam-se: “Azharot, reshuiot e gueulot” e em especial “Keter Malchut” (a Coroa Real) e o livro“Tikun Hamidot” ( A correção dos caracteres). Junto a sua poesia, Gabirol é um dos primeiros judeus Sefarad espanhóis em desenvolver o conhecimento típico da kabaláh e toda a astrologia cabalística ou esotérica. Seu trabalho poético mais destacado é “Coroa Real” (no hebraico Kéter Malchút). Ali afirma sua profunda convicção monoteísta, tão cara a judeus e mulçumanos: “És único, o principio de toda a enumeração, e a base de todo o edifício. És único e, pelo ministro da tua unidade, A razão dos sábios fica estupefata, Porque disso no conhecem nada... Em efeito, não se concebe em Ti Nem a multiplicação nem a modificação... És único. Tua sublimidade e sua transcendência Não podem diminuir nem descender, Poderia existir o único que decaia?” Sua obra por excelência, escrita em árabe, é “A fonte da vida” (em hebraico Mekor Chaim, )



domingo, 14 de agosto de 2011

D. Pedro de Alcântara e os Sefaraditas


Se desde 1808, judeus marroquinos, fugindo de humilhações e até de confisco de bens, já haviam começado a se estabelecer na Amazônia, o novo decreto veio incentivar a vinda de mais e mais imigrantes judeus de várias nacionalidades, principalmente ingleses e franceses.

Pouco a pouco os judeus foram ocupando o seu lugar na sociedade, sendo que em 1824 e com a independência do Império do Brasil, e a nova Constituição, que garantia total liberdade religiosa, abriram-se as possibilidades aos imigrantes de se estabelecerem definitivamente na nova pátria.

No segundo Império, D. Pedro de Alcântara Imperador do Brasil, estudioso de línguas e grande admirador da cultura judaica, cultivava várias amizades entre os judeus. Poliglota, além do hebraico (que dizia ser sua língua preferida), falava francês, inglês, italiano, grego, árabe e conhecia o sânscrito e a língua tupi.

Seu primeiro professor de hebraico foi o judeu sueco Aker Blom, por volta de 1860.

Fazendo progressos extraordinários, costumava dizer que, dedicava-se ao estudo do hebraico para melhor conhecer a história, a literatura judaica e os livros dos Profetas.

Em 15 de novembro de 1873, foi agraciado com o “Grande Diploma de Honra” por seus trabalhos, por intermédio do Grão-rabino Benjamim Mossé, Oficial da Instituição Pública Francêsa de Avignon, que o considerava um filósofo e um sábio.

Visitou a Palestina, esteve em Jerusalém três vezes e, escrevendo a amigos, assim a descreveu:

- Jerusalém, Jerusalém, pela sua posição elevada, domina quase toda a Terra Santa e produz o efeito mais surpreendente, qualquer que seja o lado pelo qual se lhe aproxima.Anotando também em seu diário:-Vou ao Monte das Oliveiras, ver os judeus orando junto à Muralha do Templo.D. Pedro foi o precursor dos estudos hebraicos no Brasil e mesmo depois de abdicar, continuou suas pesquisas. Fez versões de Camões para o hebraico e traduziu parte do Velho Testamento para o latim, dentre elas o Cântico dos Cânticos, Isaías, Lamentações e Jó.

Em 1891 publicou um livro com versões de poesias judaicas. No Museu Imperial de Petrópolis, existe um excelente acervo de documentos, trabalhos manuscritos com versões do Hebraico para o grego, inglês, português e outras tantas línguas, e registros em seu diário, contando das grandes amizades que cultivava nos meios judaicos.

Conta-se que, em uma dessas sinagogas, na América do Norte, quando abriram a Torá, ele não só a leu com desenvoltura, como traduziu o texto do livro de Moisés, e com tanto desembaraço que surpreendeu a todos.

A morte de D. Pedro em 05 de dezembro de 1891 provocou um momento de tristeza para muitos judeus de todo o mundo, com os quais se correspondia e tinha como amigos.Dele falou o rabino Mossé:- D. Pedro foi uma das mais admiráveis figuras de nossa época moderna... Ele não somente amava nossa língua, mas nos amava, elogiava as virtudes do nosso povo e indignava-se com o antissemitismo.E assim a história de D. Pedro II é mesclada à história dos judeus no Brasil do século XIX e, como muitos deles, teve que morrer longe de sua terra natal.

Amsdju - Salomon Molcho

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PADRE JOSÉ DE ANCHIETA – “ O Judeu “ AMSDJU


JESUÍTA, DE MÃE JUDIA. PORTANTO DE ETNIA JUDAICA

O APÓSTOLO DO BRASIL É JUDEU

Ainda, no Brasil, o nosso primeiro educador, o jesuíta JOSÉ DE ANCHIETA, proclamado o "Santo do Brasil", opõe-se energicamente à instalação de tribunais do Santo Ofício no país. (c.f. Henrique Veltman, in A História dos Judeus em São Paulo, Ed. Expressão Cultural, 1996, p.17).

José de Anchieta, também conhecido por Joseph d'Ancheta, era espanhol de São Cristóvão de Laguna, Tenerife, Ilhas das Canárias, onde nasceu em 1534, filho de pai basco e mãe judia ou marrana (cristã nova). Emigrou aos 14 anos para estudar em Coimbra, Portugal, quando ingressou na Companhia de Jesus, em 1551,sendo que dois depois, em 1553, embargou para o Brasil, numa expedição de missionários portugueses. Com Manoel da Nóbrega fundou a cidade de São Paulo de Piratininga, onde hoje é o Pátio do Colégio, tendo colaborado com a fundação da cidade do Rio de Janeiro. Faleceu em 159, na cidade de Reritiba, hoje Anchieta, Espírito Santo, aos 63 anos de idade, tendo trabalhado no Brasil, como missionário, por cerca de 44 anos, evangelizando e batizando os brasilis, na própria língua deles, o tupi, que falava e escrevia corretamente..

Foi beatificado em 1980, mas, ainda, não canonizado, isto é não declarado santo, mas é assim considerado por inúmeros católicos.

Por parte de pai tinha parentesco com Inácio de Loiola e por parte da mãe com o Padre Helio Viotti, descendente de Judeus cristãos-novos.


(Resumo de reportagem publica no jornal o Estado de São Paulo, de 4 de agosto de 2007).


Indicações

46) Memorial Brasil Sefarad , de Yacov DaCosta.

47) Há Restauração para os Marranos e Cristãos-Novos Brasileiros, os separados da Casa de Israel? , de Marcelo Miranda Guimarães

48) História Secreta do Brasil, de Gustavo Barroso

49) A Dispersão, de José Mendes dos Remédios

50) Jews and Conversos;Studies in Society and the Inquisition, de Yosef Kaplan

51). La Saga des Noms des Familles Juives Tunisieennes, de Bernrdi Allalli

52) O Brasonário Português e a Cultura Hebraica , de Moisés EspíritoSanto
53) Dicionário fenício-português : 10 000 vocábulos das línguas edialectos falados pelos fenícios e cartagineses desde o século XXX A.C., englobando o fenício, o acadiano, o assírio e o hebraico bíblico, de Moisés Espírito Santo

54) A Inquisição e os Judeus, de Joseph Eskenazi Pernidji


AMSDJU


terça-feira, 2 de agosto de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mi Kamocha - Shani Ferguson מי כמוך- שני פרגסון

Abraão ben Samuel Zacuto (1450-1522)



Abraham bar Samuel Abraham Zacut

Judeu sefárad, rabino, astrónomo, matemático e historiador que serviu na corte do Rei João II de Portugal.

O Almanach perpetuum foi um dos quatro primeiros livros impressos em Portugal e o primeiro no que respeita às Matemáticas. É um livro raro, e por isso Joaquim Bensaúde fêz reproduzir em 1915 pela fotogravura um exemplar que existe na Biblioteca de Augsburg, na Alemanha, e a tradução em castelhano dos Cânones (Regras para o seu uso), que existe na Biblioteca Pública de Évora.

Zacuto nasceu em Salamanca, em cerca de 1450. Estudou astrologia e astronomia e tornou-se professor destas disciplinas na Universidade de Salamanca, e mais tarde nas de Saragoça e Cartagena. Também se formou em lei judaica e tornou-se rabino.

Quando da expulsão dos judeus de Espanha em 1492

, Zacuto refugiou-se em Lisboa, Portugal. Foi chamado à corte portuguesa e nomeado Astrónomo e Historiador Real por João II, cargo que exerceu

até ao reinado de Manuel I.


Suas contribuições salvaram sem dúvida a vida de muitos marinheiros portugueses e permitiriam as descobertas do Brasil e da Índia. Ainda em Espanha, escreveu e publicou em 1491 um tratado de astronomia em hebreu, com o título Ha- Hibbur ha-Gadol.

Zacuto viveu em Portugal apenas 6 anos, porque em 1496 Manuel I seguiu o exemplo dos Reis Católicos de Espanha e decretou a expulsão do país de todos os judeus que recusassem a conversão ao catolicismo através dos baptismo. Zacuto foi um dos poucos a conseguir fugir de Portugal após as conversões à força e as proibições de emigração que Manuel I impôs aos judeus portugueses.

Zacuto refugiou-se em Tunes, no Norte de África, tendo depois passado para a Turquia, vindo a morrer na cidade de Damasco (Império Otomano) em ano posterior a 1522.

Em 1504, em Tunes, Zacuto escreveu uma História dos Judeus, Sefer ha-Yuasin, desde a Criação do Mundo até 1500, e ainda vários tratados astronómicos. Esta História foi muito respeitada e republicada em Cracóvia em 1581, em Amsterdão em 1717, e em Königsberg em 1857. Em Londres foi publicada uma edição também 1857.


RABINO SALOMON MOLCHO - DIOGO PIRES


Secret conversions to Judaism in early modern Europe

Por Martin Mulsow,e Richard Henry Popkin pag 6

American Yiddish poetry: a bilingual anthology

Por Benjamin Harshav,Barbara Harshav

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História dos judeus em Portugal - Meyer Kayserling

Após a circuncisão teve Diogo, ou Salomão Molcho, como reflexo de suas idéias fixas, diversas visões, que quase sempre se referiam à libertação ... O jovem cabalista e sonhador, recém-conquistado pelo Judaísmo, atraiu a atenção..”

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Llivros & leitores: Edições 29-32

Por seu turno, esse clima de agitação favoreceu Solomon Molkho e para o aumento do seu prestígio muito contribuiu o facto de ele ter previsto a inundação do Tibre de 8 de Outubro de 1530..”

terça-feira, 7 de junho de 2011

Shavuot 2011 - 8 de Junho AMSDJU



Shavuot

(Calendário Hebraico) Data de Início: 6 de Sivan de 5771
(Calendário Gregoriano) Data de Início em 2011: 8 de Junho

Moshê ascendeu ao Monte Sinai, e D'us disse-lhe as seguintes palavras: "Assim dirás à casa de Yaacov, e dirás aos Filhos de Israel: 'Vocês viram aquilo que fiz aos egípcios, e como Eu os trouxe nas asas da águia, e os trouxe até a Mim. Agora, portanto, se ouvirem de fato Minha voz, e se mantiverem Minha aliança, então serão Meu tesouro dentre todos os povos; pois toda a terra é Minha; e serão para Mim um reino de sacerdotes, e uma nação sagrada.'"
Moshê voltou do Sinai e chamou os anciãos do povo e transmitiu-lhes todas estas palavras de D'us. Unanimemente, com uma voz e uma só mente, o povo respondeu: "Naasê Venishmá" - "Tudo que D'us falou, assim o faremos."
O toque do shofar intensificou-se, mas de repente todos os sons cessaram, e seguiu-se um silêncio absoluto; então D'us proclamou os Dez Mandamentos desta forma:
1 - "Eu sou o Senhor teu D'us, que te tirei da terra do Egito, da casa dos escravos.
2 - "Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, figura alguma do que há em cima, nos céus, e abaixo na terra, ou nas águas, abaixo da terra. Não te prostrarás diante deles, nem os servirá, pois sou o Eterno, teu D'us, D'us zeloso, que visita a iniqüidade dos pais aos filhos sobre terceiras e quartas gerações aos que me aborrecem; e mostrarei misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam Meus mandamentos.
3 - "Não jurarás em nome do Eterno, teu D'us, em vão; porque não livrará o Eterno ao que jurar Seu nome em vão.
4 - "Lembra-te do dia de Shabat para santificá-lo. Seis dias trabalharás, e farás toda tua obra. E o sétimo é o Shabat do Eterno, teu D'us, e não farás nenhuma obra, tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, teu animal, e teu peregrino que estiver em tuas cidades; pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar, e tudo o que há neles, e repousou no sétimo dia; portanto, abençoou o Eterno o dia de Shabat e o santificou.
5 - "Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem teus dias sobre a terra que o Eterno, teu D'us, te dá.
6 - "Não matarás.
7 - "Não cometerás adultério.
8 - "Não furtarás.
9 - "Não levantarás falso testemunho contra teu próximo.
10 - "Não cobiçarás a casa de teu próximo; não cobiçarás a mulher de teu próximo, e seu servo, ou sua serva, e seu boi, e seu asno, e tudo que seja de teu próximo.


Nas três festas da peregrinação (Shalosh Regalim), a Torá nos ordena que não façamos nenhuma espécie de trabalho (um preceito negativo), e também ordena que nos alegremos (um preceito positivo). Os três dias anteriores a Shavuot, os dias 3, 4 e 5 de Sivan são chamados os três dias de Hagbalá (restrição):

"E você deverá definir os limites para o povo." (Êxodo 19:12)

Estes são dias de santificação e preparação para o recebimento da Torá. O sétimo dia de Sivan, o dia seguinte a Shavuot, é chamado Isru Chag, o mesma que para os outros Regalim. Na diáspora ele é celebrado como o segundo dia da festa - o dia adicional da diáspora.

Tikun Leil Shavuot - Noite de Vigília e Estudo para Shavuot

Akdamut - (poema litúrgico), recitado anteriormente à leitura da Torá em Shavuot

Shabat Kalá - Shabat da Noiva - Nas comunidades sepharadi, o Shabat anterior a Shavuot é chamado Shabat Kalá. A Torá é associada à noiva, e o Povo Judeu ao noivo vindo conhecê-la. Assim, poetas compuseram músicas de casamento e instituíram uma versão especial de ketubá(certificado de casamento) que é lida na sinagoga, quando o Sefer Torá (Livro da Torá) é retirado do Aron HaKodesh (arca sagrada), assim como a ketubá é lida na chupá durante um casamento.

Plantas Verdes em Shavuot

As Primícias

Este costume vem das oferendas que eram levadas para o Templo e para os sacerdotes. Assim como o primeiro homem que cultivou o solo, Caim, sentia-se uma necessidade de agradecer a D'us pela colheita nos campos e abençoar as plantações.

Peregrinação para a tumba do Rei David
Visitas às tumbas de sábios e fontes de água
Em Israel, presta-se muita atenção às mitzvot de shmitá (o ano sábatico) e doações para o pobres, ambas relacionas ao trabalho agrícola, e portanto, à
Shavuot.